sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Aldeia Sesc Círio abre atividades no IAP


A partir desta segunda-feira (19), o Instituto de Artes do Pará recebe atividades do projeto Aldeia Sesc Círio, projeto coletivo de artes cênicas não competitivo, que reúne boa parte da produção teatral e de dança atual de Belém e convidados especiais que farão parte da última etapa do Projeto Palco Giratório 2009. Todas as atividades têm entrada franca.

A animação tomará conta do CAN e das ruas entorno do IAP com o cortejo cultural, que inicia às 18h. O público está convidado a dançar e se divertir com Boi Faceiro, Cia. Entreatos e alunos da Oficina de Maria de Bonecões, que prometem não deixar ninguém parado.

O Boi Faceiro é um dos mais conhecidos e tradicionais de São Caetano de Odivelas. É composto pelos personagens pierrô, cabeçudo, vaqueiro, e o próprio boi, comandado por dois brincantes. Já a companhia Entreatos, composta pelos atores Emerson de Souza, Jhonny Russel, Milton Aires, Aline Souzza, Marina e Lu Maués, chama a atenção pela beleza e alegria das brincadeiras circenses.

O cortejo cultural segue de volta para o IAP, onde o público poderá assistir, às 19h, o espetáculo “A morte do patarrão”, do grupo Palhaços Trovadores. Na história da peça, os palhaços procuram por toda a parte pelo tradicional pato para o almoço do Círio, que sumiu. Logo eles descobrem que a iguaria foi substituída pelo peru.

Atrações - O IAP ainda recebe pela programação da Aldeia Sesc Círio o espetáculo teatral 'Parésqui', da Usina Contemporânea de Teatro dia 20, às 20h; o espetáculo 'Reforma', da Cia. Moderno de Dança no dia 21, às 18h; e dia 26, às 9h, a oficina de animação com a cia. PeQuod (RJ), a qual recebe inscrições até dia 25 de outubro, na gerência de Artes Cênicas e Musicais do IAP.

Serviço: Programação da Aldeia Sesc Círio no IAP. Nesta segunda-feira, às 18h, cortejo cultural com Boi Faceiro, Cia. Entreatos e alunos da Oficina de Maria de Bonecões. Às 19h, apresentação do espetáculo “A morte do patarrão”, dos Palhaços Trovadores. Entrada franca. O IAP fica na Praça Justo Chermont, nº 236 - Nazaré - ao lado da Basílica. Informações: 4005 9512.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Segunda-feira, 19/10/2009, 08:05h Tamanho da Texto: - A + A Palhaços Trovadores fazem cultura popular
Criada há onze anos em Belém, os Palhaços Trovadores são pioneiros na arte do clown no Pará. Humor físico, envolvendo o corpo do artista ou o da plateia, essa é a característica mais marcante do clown. Enquanto algumas cenas têm forma e roteiro muito bem definidos – cair no chão, escorregar em uma casca de banana, por exemplo – a maioria das piadas surge na improvisação. E esse é o desafio que Marton vem enfrentando, um ensaio após o outro.

“Muita coisa surge na hora. É preciso estar atento o tempo todo. Isso por um lado é bom, mas é preciso saber quando dizer ‘não’. É nessas horas que baixa o diretor em mim”, explica ele.

Para a adaptação de “O Pão Duro”, os palhaços utilizam todo o seu repertório de pantomima para contar, em uma série de vinhetas, a rotina de um clã em que tudo é exagerado: o amor do filho, as avareza do pai e a energia da filha. Mas, a hipérbole não acompanha a caracterização dos personagens.

Para este espetáculo, o grupo optou por tudo muito simples. Roupas largas e velhas. Pouca maquiagem. Um cenário mínimo. Alguns tamboretes, um varal de roupas e só. De acordo com o diretor, a pobreza material é uma metáfora da pobreza de espírito do avarento.

“O espetáculo é uma crítica social, uma sátira. Claro que como somos palhaços carregamos muito na caricatura ao compor a personagem, mas dá para reconhecer este comportamento detestável em várias pessoas ainda hoje”, observa Marton.

Mas você deve estar se perguntando: qual a graça de ir ao ensaio se você pode ir ao espetáculo? “O trabalho dos ‘Trovadores bebe na fonte dos folguedos, nessa arte rica produzida pelo povo. Nós roubamos essas ideias descaradamente. Nada melhor do que oferecer uma forma de reinserir o público nesse processo. Mas, de qualquer jeito, vai lá. Vai ser divertido. Quem sabe a gente não usa uma de suas ideias?”, brinca Marton. O convite está feito. (Diário do Pará)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

ENSAIO NA PRAÇA


Ensaiar na praça me deixou bem à vontade, sem medo do erro frente ao público afinal errar é quase uma marca do Xuxo. O que observei é que o elenco, de modo geral, ficou tenso e preocupado em não errar. O ensaio na praça está funcionando bem, é bom pra ver e fazer as adaptações que se fazem necessárias, tipo: volume da voz, movimentação em cena etc.
O que me chamou a atenção foi o fato de que as pessoas que estão assistindo vêm conversar com o elenco, sempre interessadas em informações sobre cursos e oficinas de teatro demonstrando interesse em fazer teatro, fato que não acontece quando apresentamos espetáculos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mollière e a corte de Luis XIV

Parte extraida do artigo "O avarento de Mollière e a corte de Luis XIV" de autoria de Adriana Zimbarg


... França Século XVII - A nobreza impera

O rei Luís XIV dedicou muito de seu tempo de reinado patrocinando artistas, escritores, pintores, músicos, atores, escultores, cientistas e arquitetos. O rei Sol, como era chamado, foi o responsável pela construção do palácio de Versalhes, pela academia de pintura e escultura, o observatório de Paris, a academia de literatura e a finalização da construção do museu Louvre.
Fortunas foram gastas pelo rei para transformar a França, que estava vivendo seu período pos medieval em um país que se tornou sinônimo de bom gosto, classe e etiqueta até hoje.
Luís XIV foi um rei egocêntrico e extremamente vaidoso, chegando a criar dentro do período barroco seu próprio estilo de decoração, utilizando mármores, brocados vermelhos, ouro e muita extravagância. Ele foi o responsável pela decoração e contínuas reformas na estrutura do palácio de Versalhes, que até hoje é considerado um dos locais mais bonitos do mundo para ser visitado.
O palácio era ocupado por nobres franceses que eram obrigados a seguir uma lista de regras de vestimenta, movimentos e etiqueta. A posição social era determinada pelo aperfeiçoamento no cumprimento dessas normas, pois quanto melhor o desempenho do nobre, maior seria a sua ascensão social, aproximando sua relação com o rei.
Para ser considerado um membro influente da aristocracia, a pessoa tinha que ser convidada para fazer parte dos rituais diários e “privados” do rei.
O primeiro era o de acompanhar o despertar, ajudando o rei a se vestir de manhã. Cerca de sete nobres das mais altas camadas disputavam espaço para ajudar o rei a colocar sua camisa, porém, ainda mais importante que ajudar no ritual matinal, era tomar parte no segundo ritual, que consistia em auxiliar o rei a se despir e a colocar a sua roupa de dormir.
Esses rituais diários eram às vezes acompanhados por até 100 integrantes da aristocracia e, acredite ou não, mas a honra de fazer companhia ao rei Luís XIV enquanto ele defecava era considerada inigualável e incomparável.
Ser convidado para um jantar com o rei era um privilegio de poucos, e também um fardo, pois esse acontecimento, que geralmente durava cerca de 14 horas, era recheado de eventos como jogos, comida, teatro e bailes. Esses eventos serviam como um teste para saber se a pessoa era merecedora de ser parte da nobreza e habitar o palácio. Na maioria das vezes esses jantares não terminavam em uma maneira muito agradável: a pessoa no dia seguinte receberia uma carta do rei convidando a se retirar do palácio de Versailles e tendo seu titulo revogado, devido alguma gafe cometida na conduta de etiqueta.



Como viver na França do Século XVII (para mulheres... ricas).

A silhueta para ambos os sexos era esguia e elegante, com movimentos delicados e muitas vezes baseados em movimentos de ballet.
O corpo da mulher era desenhado com a cintura fina, o busto grande. A delicadeza e a graciosidade eram o ideal feminino da época. A vestimenta era extravagante e exuberante, com corseletes e vestidos muito cavados, com a cauda inteiramente bordado a mão. As mangas dos vestidos cobriam até o cotovelo, e o acabamento era feito com as mais delicadas rendas. Os sapatos eram de salto alto, sendo que o mais importante dos assessórios era o leque, que tinha toda uma etiqueta para ser usado propriamente.
A forma de mostrar reverência era também parte das normas de conduta do palácio. Cada tipo de evento, encontro ou passagem requeria uma movimentação diferente, porém sempre efetuados com a leveza de uma bailarina e o porte de uma rainha.

Como viver na França do Século XVII (para homens... ricos).

A movimentação das pernas e dos braços dos homens, juntamente com as vestimentas, também eram baseados no ballet, dança muito apreciada e praticada por Luís XIV.
A esgrima, esporte que tinha que ser dominado por todos os homens de boa posição social e reputação, também influenciava na movimentação e gesticulação dos membros masculinos da corte. Os sapatos para homens eram de bico quadrado, salto alto e adornados com laços feitos das mais nobres fitas de seda.
O andar, para ser considerado apropriado, tinha que ser similar a o de uma pessoa andando nas pontas dos pés, o que dava a os homens um jeito delicado e quase afeminado. Perucas de cachos longos e chapéus também faziam parte da vestimenta, porém chapéus nunca poderiam ser utilizados perante o rei, que criou inclusive a etiqueta de como se retirar o chapéu propriamente perante a sua pessoa.
As calças eram feitas de seda e eram usadas extremamente justas ao corpo, com meias brancas que deixavam os calcanhares a mostra, parte que era considerada extremamente sexy no corpo masculino. O colete, geralmente de cores vivas, sempre combinava com a jaqueta ajustada, e a camisa era coberta pela cravata, um lenço de seda com vários babados e o acabamento feito em renda.
Outras três peças fundamentais na vestimenta masculina eram as bengalas com laços combinando com os dos sapatos; lenços grandes e quadrados de tecido, com renda nas bordas; e as espadas, trabalhadas e ornamentadas, usadas como adorno na lateral do corpo na altura da cintura.


Molière: o queridinho do rei.

Foi nesse contexto, que no dia 15 de janeiro de 1622 nasceu Jean-Baptiste Poquelin, filho de um dos tapeceiros reais.
Desde pequeno ele teve acesso as melhores escolas e a corte do rei, onde passava boa parte do seu tempo imitando membros da realeza. Após a morte de sua mãe, Jean-Baptiste teve que se tornar aprendiz se seu pai no ramo de tapeçaria. Porém a localização do ateliê de seu pai teve um grande impacto na vida de Jean, pois era próximo aos dois mais importantes teatros da cidade: Pont-Neuf e o hotel de Bourgogne.
Pont-Neuf era o teatro onde os artistas faziam comédias e farsas para vender remédios, enquanto o hotel de Bourgogne tinha peças mais sérias, apresentadas por companhias teatrais patrocinadas pelo rei.
Aos 21 anos, e totalmente apaixonado por uma atriz, Jean-Baptiste resolve juntamente com seus amigos e sua amada a formar sua companhia teatral, chamada de L'Illustre Théâtre, e dedicar sua vida, corpo e alma ao teatro. Para poupar seu pai do desgosto de ter um membro de uma companhia teatral na família, Jean-Baptiste Poquelin muda seu nome para Molière.
Em Paris a companhia teatral não conseguiu obter sucesso, e após dois anos de fracassos, os sete membros restantes da companhia teatral decidem deixar Paris e ir para cidades menores.
Por doze anos, Molière e sua companhia teatral viveram uma vida nômade, aonde ele escrevia, dirigia e atuava nas peças apresentadas. Quando o boato de que o irmão do rei, o duque de Anjou, estava à procura de uma companhia teatral para apadrinhar, a trupe de Molière resolve voltar a Paris e tentar a posição de protegidos do Duque.
Molière exibiu para o rei Luís XIV a apresentação de um drama (escrito por outro autor), que não foi recebido com entusiasmo. Percebendo a reação da corte e do regente, Molière pede uma segunda chance de reapresentação, montando então sua própria peça. A montagem foi um sucesso, e garantiu a pequena companhia de teatro o direito de se apresentar no Hôtel du Petit Bourbon, que na época era um dos três principais teatros de Paris.
Muitas peças de Molière eram críticas diretas a sociedade de costumes da época. Retratando as pessoas e suas particularidades de maneira sarcástica e, na maioria das vezes, cômicas, Molière formulou a expressão "ridendo castigat mores" (rindo se castigam - ou criticam - os costumes), o que trouxe para ele uma boa gama de inimigos poderosos na corte.
Porém, sem nenhuma razão aparente, Molière estava na lista dos queridos de Luís XIV, que mesmo tendo que autorizar o fechamento do Hôtel du Petit Bourbon, concedeu o uso do Théâtre du Palais Royal, onde Molière escreveu, dirigiu e atuou suas peças ate (literalmente) o dia de sua morte, em 17 de fevereiro de 1673.
Moliére escreveu uma quantidade enorme de monólogos, dramas, farsas, comédias e alguns poucos poemas. Dentre sua obra podemos destacar grandes textos, que foram imortalizados pelo tempo e pelo teatro, tais como: Escola de Maridos (1661); Escola de Mulheres (1662); A crítica da escola de mulheres (1663); Tarfugo(1664, 1667, 1669); Don Juan (1665); O avarento (1668); O Burguês Fidalgo(1670); Psyché (1671); Doente Imaginário(1673)...